Picuí, PB – A região do Curimataú paraibano é grande e bonita além de bem situada geograficamente, tem clima agradável, boas estradas e nenhum time representado-a no futebol profissional. A cidade de Picuí poderia ter representante, mas por causa de “picuinhas políticas” os sonhos de muitos atletas amadores encontram mais uma barreira ou pedra no caminho.
A Associação Desportiva Picuiense vem se preparando desde a sua fundação há cinco anos para fazer parte do quadro profissional de futebol do Estado, tendo já praticamente toda a estrutura que se faz necessária para disputar campeonatos organizados pela Federação Paraibana de Futebol (FPF). Tem transporte (ônibus próprio), padrão completo de jogo, treino e passeio, bolas, e o mais importante: muitos jogadores que vem treinando sempre e fazendo jogos amistosos com equipes profissionais e amadoras da Paraíba e de outros Estados.
Mostrando muita força de vontade em contraponto as adversidades, a equipe se mantém praticamente invicta, em cerca de 130 partidas disputas, perdeu apenas uma para o Nacional de Patos, equipe da Primeira Divisão e Campeã do Paraibano 2007.
Mas então uma pergunta se faz necessária: Por que uma equipe dessas não se profissionalizou ainda?
Segundo o responsável pela Picuiense, Reinaldo de Assis, além do valor cobrado pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), cerca de 60 mil reais, ele encontra na prefeitura da cidade seu maior adversário. O prefeito Rubens Germano Costa (Buba Germano) alega não ter interesse em uma equipe profissional de futebol na cidade, pois para ele mais importante é incentivar o amadorismo.
Mas existe outra versão para tal atitude por parte do mandatário municipal, Reinaldo seria um “forasteiro” e como tal não teria direito a presidir um time de futebol no quadro profissional. No entanto o “forasteiro” constituiu família na cidade, tem residência fixa e mantém mais de 130 garotos em treinamento constante na Picuiense, jovens que aprendem o sentindo de espírito de equipe, sociabilidade e perspectiva de futuro. Estão divididos em três categorias: Principal (28), Sub-20 (40), Infantil (68). Desta forma o “forasteiro” se tornou pessoa muito querida na região e tem total apoio dos moradores do município.
Em 2011, o Presidente buscou ajuda para conseguir botar o time na Segundona, mas não encontrou respaldo no comércio na cidade por conta do posicionamento do prefeito e resolveu adiar o projeto por mais um ano. Chegando 2012, mais uma vez, a Picuiense volta a sonhar em representar o futebol da terra da Melhor Carne de sol do Brasil, e quem sabe transforma-se em nascedouro de jogadores para equipes maiores País a fora, realizando sonhos e gerando renda para pessoas simples de um lugar tão pouco divulgado e tão rico em matéria prima, além de naturalmente belo.
Sem poder pagar de uma só vez a profissionalização da Picuiense, Reinaldo entrou em contato com a presidente da FPF, Rosilene Gomes e vai pagar em parcelas, assim possivelmente teremos um roteiro turístico no próximo ano na Segunda Divisão. Resta saber se a Prefeitura permitirá que os jogos sejam no simpático Estádio Municipal Amauri Sales de Melo, que fica no coração da cidade e ao lado de um belo Cartão Postal.
Fotos: Zenaide Vitorino/Agora Esportes
Amistoso da Picuiense no Estádio Municipal Amauri Sales de Melo
Um jogo mesmo amistoso tem torcida que passa de mil pessoas, o Estádio Municipal Estádio Municipal Amauri Sales de Melo, localizado no centro da cidade tem boa estrutura, proporciona fácil acesso a população e imprensa que cobre o futebol amador local como se fosse profissional, demonstrando o desejo de que é preciso se investir mais no futebol como esporte que emprega, divulga, socializa, resgata da marginalidade e proporciona melhorias sociais de modo geral.
Estádio Municipal Amauri Sales de Melo
Reinaldo de Assis Torcedores picuienses
Intervalo de jogo amistoso com a Queimadense
Festival da Carne de Sol
Fonte: Agora Esportes.
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