“Desses três que eu recebi, dois deles eu tive que jogar fora, pois era leite podre. Não servia pra nada. Não é porque a gente é pobre que tem que se sujeitar a essa humilhação”, reclamou. A coordenação regional da Fundação Assistencial e Comunitária da Paraíba (FAC), que é responsável pela gestão do programa, disse que problemas semelhantes também estão sendo registrados em outros bairros da cidade.
A dona de casa Maria Lúcia do Nascimento, de 61 anos, recebe o produto para alimentar seus dois netos pequenos. Para provar que a reclamação dos beneficiários do programa não é por acaso, ela despejou o leite pasteurizado que acabara de receber e o que se viu foi soro e coalhada. “Me diga qual é a mãe de família que tem coragem de dar um negócio desses a um filho? É tomar e ir direto para o hospital”, afirmou.
A agente social responsável pela distribuição do leite no bairro Novo Horizonte, Nadjane da Silva Pereira, contou que o problema vem se repetindo desde o ano passado e que a maioria das 252 famílias cadastradas na comunidade faz queixas acerca da qualidade do produto. “Já foi feito até abaixo-assinado. A coordenação local da FAC está atenta para resolver esse problema, pois realmente ele existe”, confirmou.
JP Online
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