O mandado de prisão contra Inácio Campos foi o único que ficou em aberto após a deflagração da Operação Dublê, que resultou na prisão de um prefeito e três secretários municipais de duas cidades do Sertão paraibano.
Segundo o superintendente da Polícia Federal, Marcello Diniz Cordeiro, a PF vai pedir prisão preventiva do gestor, uma vez que ele teria conhecimento da operação. O presidente estadual do PMDB, Antônio de Sousa, disse vai esperar a sentença judicial para se manifestar oficialmente a respeito do envolvimento do prefeito de Cacimba de Areia em ações de desvio de dinheiro. Mesmo assim, segundo ele o partido tem que prestar solidariedade ao filiado inclusive colocando o setor jurídico do partido à disposição dele. Ele também acredita que Inácio Roberto deve se apresentar em breve.
O prefeito que está na delegacia da Polícia Federal em Patos é José Edivan Félix (PR), do município de Catingueira. A esposa dele, Francinalva Félix, confirmou que o marido estava prestando depoimento, mas disse que não poderia fazer mais comentários sobre o caso. Com ele foi apreendida uma espingarda calibre 12 de uso restrito. Sete carros de luxo foram recolhidos com os demais suspeitos de envolvimento.
(Foto: Abrantes Júnior/Paraíba FM)
O dinheiro seria proveniente de programas do governo federal, como Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e do Projovem, além de outros vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social (Fundef), Sistema Único de Saúde (SUS) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Para fazer uso particular dos recursos, os políticos e funcionários públicos teriam sacado valores em favor das tesourarias das prefeituras e criado licitações fictícias com notas fiscais clonadas. A falsificação serviria para prestar contas aos orgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas da Paraíba.
Além das prisões foram feitas buscas em um escritório no Centro da capital e nas sedes das prefeituras de Catingueira e Cacimba de Areia, que chegaram a ser interditadas pelos agentes de investigação.
Conforme a PF, os envolvidos no esquema prestaram depoimento e serão indiciados pelos crimes de responsabilidade de prefeitos, fraude a licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
Do G1 PB
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